O centro de inovação da Oracle em São Paulo celebra seu primeiro aniversário, consolidando-se como um pilar estratégico para a empresa. O espaço, que começou como uma vitrine tecnológica, evoluiu para uma ferramenta essencial de vendas, prototipagem e desenvolvimento de novos projetos em colaboração com clientes. !Simulador de F1 da Red Bull no centro de inovação da Oracle Expansão e Foco Estratégico Em seu primeiro ano de operação, o centro ampliou significativamente sua capacidade, passando de 30 para mais de 50 experiências tecnológicas instaladas. Atualmente, o local reúne 40 clientes mantenedores que exibem suas soluções, demonstrando aplicações práticas de inteligência artificial, automação, realidade aumentada e robótica. Essas tecnologias são aplicadas em diversos setores, incluindo varejo, saúde, telecomunicações, energia, hotelaria e o setor público. Segundo Alexandre Maioral, presidente e CEO da Oracle Brasil, o objetivo principal do ambiente é "tangibilizar" as inovações para os clientes. A ideia é substituir apresentações teóricas por demonstrações interativas, permitindo que os clientes testem as tecnologias e discutam usos concretos para seus negócios. Um Laboratório de Co-criação e Vendas Localizado no sétimo andar da sede da empresa, o centro foi projetado como um circuito de demonstrações com dez áreas temáticas. Os visitantes são recebidos por robôs, exploram compras sem caixas, realizam check-ins de hotel personalizados, participam de simuladores de corrida de F1 e até gravam podcasts com edição automatizada por IA. Fabio Martins, diretor de inovação da Oracle, destaca que o centro não é apenas uma peça de marketing. Ele serve como um espaço para co-criação, onde muitas tecnologias são desenvolvidas em parceria com os clientes. O local conta com uma área maker para protótipos e uma equipe dedicada a acompanhar a evolução dos projetos. A operação brasileira já avançou para uma fase mais comercial. Há uma equipe de vendas responsável por levar clientes ao espaço, acompanhar decisões de compra e monitorar a continuidade dos negócios. Essa abordagem transforma o centro de um mero showroom de tecnologias emergentes em uma etapa fundamental do funil de vendas da companhia. O projeto, que teve um aporte inicial estimado em R$ 40 milhões, foi tão bem recebido internamente que a Oracle teria conseguido ampliar o investimento se necessário. Inovação Aberta e Relevância Global A estratégia da Oracle no centro de inovação também se baseia em parcerias. O espaço reúne cerca de 40 empresas parceiras, entre grupos consolidados e startups, que contribuem para as experiências instaladas. Metade dessa rede é composta por companhias emergentes, promovendo a inovação aberta ao conectar clientes corporativos a soluções desenvolvidas fora da estrutura tradicional da Oracle. Um exemplo dessa colaboração é um teste desenvolvido com a rede de hotéis de luxo Four Seasons, que utilizou o centro para prototipar uma ideia antes de definir os próximos passos. Isso ilustra o papel do centro como um laboratório para validar projetos em estágio inicial, mais do que apenas exibir soluções prontas. A unidade de São Paulo ganhou relevância dentro da própria multinacional. Martins afirmou que, embora o centro de Chicago seja maior em escala, a unidade paulistana já concentra mais experiências instaladas do que outras estruturas da Oracle no exterior. Com uma agenda de interessados lotada até maio, o centro consolida-se como um ponto de referência global para a Oracle na demonstração e desenvolvimento de inovações tecnológicas.