Arvind Krishna, CEO global da IBM, enfatizou na abertura do evento Think 2026 que a inteligência artificial precisa ser mais do que um mero auxílio; ela deve se tornar o cerne da estratégia de negócios. Ele alertou para a crescente disparidade entre empresas que adotam a IA de forma transformadora e aquelas que ficam para trás. !Arvind Krishna, CEO da IBM, discursando no evento Think 2026 A Revolução da IA e o Paralelo com a Internet Krishna comparou o estágio atual da inteligência artificial ao período inicial da internet, destacando que as empresas que abraçaram a revolução digital para inovar e criar novos modelos de negócio foram as que prosperaram. Segundo o CEO, estamos no "dia zero da revolução da IA", um momento que exige uma visão ambiciosa e estratégica. Apesar de 80% dos executivos preverem crescimento impulsionado pela IA até 2030, apenas 20% têm clareza sobre como alcançar esse objetivo. Atualmente, a maior parte dos investimentos em IA (95%) foca em ganhos de produtividade pontuais, o que, embora válido, não representa a transformação estrutural necessária. A mensagem central é que a IA deve ser um vetor de mudança fundamental, não apenas uma ferramenta auxiliar. Computação Quântica e os Pilares da Transformação Além da IA, Krishna ressaltou o papel crucial da computação quântica no futuro da tecnologia. Ele descreveu a computação quântica como um novo paradigma tecnológico, afirmando que sua disponibilidade é uma questão de engenharia e tempo, não de ficção científica. A IBM já possui mais de 80 computadores quânticos e uma rede de 300 parceiros globais, indicando que a tecnologia está se tornando uma realidade mais rapidamente do que muitos esperam. A sinergia entre computação quântica e inteligência artificial é evidente: enquanto computadores quânticos são capazes de descobrir novas possibilidades, a inteligência artificial aprende e otimiza. Essa combinação abre uma janela de oportunidade para os early movers no mercado. Para que as empresas avancem com a inteligência artificial, a IBM propõe uma mudança estrutural baseada em quatro pilares: Agentes de IA: Sistemas autônomos que executam tarefas e se adaptam em diversas áreas do negócio. Uso de dados em tempo real: Permite uma visão unificada e compartilhada das operações. Automação: Infraestrutura de ponta a ponta e fluxos automatizados que escalam processos. Ambiente híbrido: Garante independência operacional, soberania, governança e segurança para a IA. A integração desses elementos é vista como essencial para uma transformação profunda na forma como os negócios operam. Inovações da IBM em IA Corporativa No evento, a IBM apresentou uma significativa expansão de suas soluções de IA corporativa e gestão de nuvem híbrida, alinhadas com o modelo operacional proposto. Entre os lançamentos, destacam-se: A nova geração do watsonx Orchestrate, focada em gerenciar e orquestrar milhares de sistemas de IA com governança e auditoria em tempo quase real. O IBM Confluent, projetado para integrar dados em tempo real e reduzir a fragmentação de informações nas empresas. O IBM Concert, uma plataforma para unificar operações e permitir respostas coordenadas com suporte de IA. O IBM Sovereign Core, que incorpora governança, segurança e conformidade diretamente na infraestrutura, especialmente em ambientes regulados. Essas inovações refletem o compromisso da IBM em fornecer ferramentas que capacitem as empresas a integrar a IA de forma estratégica e segura, impulsionando a próxima onda de crescimento e eficiência. A adoção proativa dessas tecnologias será crucial para as organizações que buscam liderar na era da inteligência artificial.