Uma delegação de executivos de tecnologia de alto escalão, representando um patrimônio combinado de quase US$ 1 trilhão, acompanhou o ex-presidente Donald Trump em sua primeira visita de Estado à China desde A comitiva, que incluiu nomes como Elon Musk, Jensen Huang e Tim Cook, buscou avançar em discussões sobre comércio, inteligência artificial e semicondutores em meio a um cenário geopolítico complexo. !CEOs de tecnologia e Donald Trump em visita à China Interesses em Jogo para Gigantes da Tecnologia Cada CEO presente na viagem tinha uma agenda específica em relação ao mercado chinês. A Nvidia, por exemplo, enfrentava novos requisitos de segurança para a venda de seus semicondutores. Contudo, Washington aprovou a exportação de seus chips H200 de inteligência artificial para grandes empresas chinesas como Alibaba e Tencent, após revisão de terceiros e garantia de oferta nos EUA. Elon Musk, CEO da Tesla e SpaceX, retornou ao círculo próximo de Trump após um período de desentendimentos públicos, com foco nos interesses de suas empresas. Já Tim Cook, da Apple, em seus últimos meses como CEO, atuou como um diplomata comercial, dada a forte dependência da Apple na manufatura chinesa. Para a Boeing, representada por sua CEO Kelly Ortberg, a situação era desafiadora. A China havia elevado as tarifas de importação sobre produtos americanos para 125%, impactando significativamente o custo dos jatos de passageiros e levando companhias aéreas chinesas a recusar aeronaves da fabricante. Cenário de Tensão Comercial e Geopolítica O encontro ocorreu em um momento de trégua comercial delicada entre os Estados Unidos e a China. Em 2025, o presidente Xi Jinping havia ameaçado restringir o fornecimento de terras raras, minerais essenciais para a produção de eletrônicos e equipamentos militares, levando a um recuo por parte de Trump. Durante a cúpula, Xi questionou Trump sobre a possibilidade de evitar a "Armadilha de Tucídides", um conceito histórico que descreve a tendência de conflito entre uma potência em ascensão e uma potência estabelecida. Analistas do Goldman Sachs esperavam que as negociações se concentrassem em comércio e controles de exportação, com a China potencialmente concordando em aumentar a compra de produtos agrícolas, energia e aeronaves americanas para evitar novas escaladas tarifárias. A presença de tantos executivos de alto perfil na delegação serviu como um sinal político, indicando o alinhamento de seus interesses com os do governo e o acesso direto ao processo de negociação. Para Trump, a comitiva representou uma demonstração de força econômica e uma forma de pressionar Xi, mostrando que não apenas o presidente, mas também a elite do capitalismo americano, buscava acesso ao mercado chinês. Para os líderes do setor de tecnologia, a viagem ofereceu a oportunidade de buscar um entendimento entre Washington e Pequim sobre os chips de IA, uma tecnologia que está rapidamente redefinindo o equilíbrio de poder entre as duas maiores economias globais. O desfecho dessas discussões é crucial para o futuro da inovação e do comércio internacional no setor.