A Copa do Mundo de 2026, sediada nos Estados Unidos, México e Canadá, promete uma revolução tecnológica no futebol, com o sistema de Video Assistant Referee (VAR) no centro das inovações. A edição do torneio apresentará o pacote tecnológico mais avançado já visto, visando decisões mais rápidas e precisas. !Sistema VAR em operação durante uma partida de futebol Inovações Tecnológicas no Campo A bola oficial do torneio, batizada de Trionda pela Adidas, é um dos pilares dessa transformação. Em seu interior, um chip sensor de movimento com unidade de medição inercial de 500 Hz transmite dados precisos em tempo real ao VAR. Essa tecnologia permite identificar cada toque individual na bola, agilizando a análise em lances de possível toque de mão e contribuindo para decisões de impedimento mais rápidas, especialmente quando combinada com o rastreamento de jogadores e a inteligência artificial. Dezenas de câmeras de rastreamento óptico, sincronizadas sob a estrutura dos estádios, monitoram taticamente cada atleta. O sistema mapeia pontos físicos cruciais, como pés, joelhos e ombros, dezenas de vezes por segundo. Para otimizar essa precisão, todos os 1.248 jogadores inscritos passarão por um escaneamento corporal pré-competição, gerando avatares digitais em 3D. Esses avatares serão integrados ao sistema de impedimento semiautomático, auxiliando em jogadas rápidas ou com visibilidade obstruída, com o objetivo de acelerar e refinar as decisões. Ampliação do Escopo do VAR e Novas Regras As regras de atuação do VAR foram expandidas para 2026, conforme aprovado pela IFAB em sua 140ª Assembleia Geral, com validade global a partir de 1º de julho de O VAR poderá intervir em três novas situações: segundo cartão amarelo claramente incorreto que resulte em expulsão, identidade trocada (quando o árbitro pune o jogador errado) e escanteios concedidos de forma equivocada. A revisão de escanteios, no entanto, é opcional e deve ser concluída imediatamente para não atrasar o jogo. Além das mudanças no VAR, novas regras visam combater a perda de tempo. Em reposições laterais ou tiros de meta demorados, o árbitro iniciará uma contagem regressiva de cinco segundos. Se a bola não for colocada em jogo, a posse passará para o adversário (lateral) ou resultará em escanteio (tiro de meta). Jogadores substituídos terão dez segundos para deixar o campo, sob pena de o substituto ter que aguardar um minuto. Atletas que receberem atendimento em campo por lesão deverão sair e permanecer fora por um minuto após a retomada da partida. Experiência do Torcedor e o Futuro da Arbitragem Uma das novidades mais visíveis para o público será o Referee View. Este recurso utiliza inteligência artificial para estabilizar as imagens captadas por uma câmera acoplada ao árbitro, transmitindo em tempo real. A tecnologia, desenvolvida pela Fifa e Lenovo e testada no Mundial de Clubes de 2025, visa proporcionar uma perspectiva imersiva e clara das decisões. A Lenovo, como parceira oficial, fornecerá a infraestrutura de processamento de dados e servidores de IA para o suporte ao VAR. As decisões do VAR serão representadas de forma mais detalhada e visual nas transmissões e telões dos estádios, buscando tornar a interpretação dos lances mais compreensível para os torcedores. A Fifa busca não apenas a justiça nas decisões, mas também a clareza e a rapidez na comunicação. A Copa de 2026, com sua combinação de bola conectada, impedimento semiautomático aprimorado, expansão do VAR e ferramentas de transmissão inovadoras, redefine o papel da tecnologia no futebol moderno.